CMF cancela lançamento de novo smartphone de entrada em 2025 por causa do preço da RAM
Por Mag-Info Tech editorial · 2026-06-20

A CMF, subsidiária de dispositivos acessíveis da Nothing, anunciou recentemente que não lançará um novo smartphone de entrada em 2025. A decisão foi tomada após a empresa concluir que os custos atuais de componentes, especialmente da memória RAM, inviabilizam a produção de um dispositivo competitivo no segmento de preços acessíveis. O anúncio foi feito pelo cofundador da Nothing, Akis Evangelidis, em sua conta na plataforma X, sem entrar em detalhes específicos sobre valores ou volumes de produção.
A medida reflete um cenário mais amplo no mercado de semicondutores, onde a escassez de memória RAM e os aumentos de preço têm impactado diretamente fabricantes de smartphones e outros dispositivos eletrônicos. Empresas que dependem de componentes para lançar produtos de entrada ou intermediários estão sendo forçadas a reavaliar suas estratégias, adiando lançamentos ou ajustando especificações técnicas para manter a viabilidade comercial. Para a CMF, que tem como foco oferecer smartphones com bom custo-benefício, a situação representa um desafio significativo, pois o preço final do produto pode se tornar incompatível com a proposta de valor da marca.
O impacto da crise de memória RAM no mercado de smartphones
A crise atual de memória RAM não é um fenômeno isolado, mas sim o resultado de uma combinação de fatores que afetam a cadeia de suprimentos global. Desde 2024, a demanda por memória RAM tem crescido impulsionada pelo aumento do uso de inteligência artificial em data centers, pela popularização de dispositivos conectados e pela retomada de encomendas por parte de fabricantes de smartphones e PCs. Ao mesmo tempo, a oferta tem sido limitada por problemas logísticos, restrições na produção de chips e até mesmo por eventos geopolíticos que afetam a fabricação de semicondutores.
Empresas como a Samsung, Micron e SK Hynix, principais produtoras de memória RAM, têm ajustado seus preços de acordo com a demanda e a disponibilidade. Isso resulta em aumentos significativos nos custos para fabricantes de smartphones, que muitas vezes não conseguem repassar esses valores para o consumidor final sem comprometer a competitividade do produto. Para marcas que atuam em segmentos de preços mais baixos, como a CMF, a pressão é ainda maior, pois a margem de lucro já é naturalmente reduzida.
A estratégia da CMF e o desafio de manter preços acessíveis
A CMF foi lançada pela Nothing como uma marca voltada para dispositivos acessíveis, com foco em oferecer especificações equilibradas a preços competitivos. O CMF Phone 2 Pro, lançado recentemente, exemplifica essa abordagem, combinando um processador de médio porte com uma tela de alta qualidade e um design modular. No entanto, a empresa agora enfrenta o desafio de manter essa proposta em um cenário onde os custos de componentes essenciais, como a RAM, estão em alta.

A decisão de cancelar o lançamento de um sucessor em 2025 não significa necessariamente que a CMF abandonará o segmento de smartphones de entrada. É mais provável que a empresa esteja reavaliando sua estratégia de lançamento, possivelmente adiando novos produtos para 2026 ou ajustando as especificações técnicas para reduzir custos. Outra possibilidade é que a CMF esteja buscando alternativas no mercado de componentes, como a utilização de memória RAM de gerações anteriores ou a negociação de contratos de longo prazo com fornecedores para garantir preços mais estáveis.
O que esperar do mercado de smartphones em 2025
O adiamento do lançamento da CMF não é um caso isolado no mercado de smartphones. Outras fabricantes também têm enfrentado desafios semelhantes, especialmente aquelas que atuam em segmentos de preços intermediários e baixos. A crise de memória RAM, combinada com a alta dos preços de outros componentes, como processadores e displays, está forçando as empresas a repensar suas estratégias de produto e precificação.
Para os consumidores, isso pode significar menos opções de lançamento no curto prazo, especialmente no segmento de entrada. Marcas que tradicionalmente oferecem smartphones com preços abaixo de US$ 300 podem reduzir a frequência de lançamentos ou lançar produtos com especificações mais modestas. Por outro lado, empresas que atuam em segmentos premium, como a Apple e a Samsung, têm maior capacidade de absorver os aumentos de custo e manter seus lançamentos programados.
Como a crise de RAM afeta outros setores além dos smartphones








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Embora o impacto da crise de memória RAM seja mais visível no mercado de smartphones, outros setores também estão sendo afetados. Dispositivos como tablets, laptops, consoles de videogame e até mesmo servidores em data centers dependem de memória RAM para funcionar. Fabricantes desses produtos também estão enfrentando pressões semelhantes, o que pode levar a aumentos de preços ou adiamentos de lançamentos.

No caso dos laptops, por exemplo, a alta nos preços de RAM pode resultar em produtos com menos memória disponível ou em modelos que não acompanham as atualizações tecnológicas esperadas. Para os consumidores, isso pode significar a necessidade de investir em upgrades futuros ou optar por produtos com especificações mais modestas. Já no mercado de servidores, a escassez de RAM pode atrasar projetos de expansão de data centers, impactando empresas que dependem de infraestrutura de TI.
Alternativas para fabricantes e consumidores em um cenário de alta de preços
Diante da crise atual, fabricantes de dispositivos eletrônicos têm buscado alternativas para mitigar os impactos da alta nos preços de componentes. Uma das estratégias mais comuns é a utilização de componentes de gerações anteriores, que oferecem um bom custo-benefício sem comprometer significativamente o desempenho. Outra abordagem é a negociação de contratos de longo prazo com fornecedores, garantindo preços mais estáveis e reduzindo a dependência de flutuações de mercado.
Para os consumidores, a principal recomendação é pesquisar e comparar opções antes de realizar uma compra. Em um cenário de alta de preços, pode ser vantajoso esperar por promoções ou lançamentos de novos modelos que já incorporem componentes com preços mais competitivos. Além disso, é importante considerar dispositivos recondicionados ou de gerações anteriores, que muitas vezes oferecem um excelente custo-benefício.

O futuro da CMF e da Nothing no mercado de smartphones
Apesar do adiamento do lançamento de um novo smartphone de entrada, a CMF e a Nothing não devem abandonar o mercado de dispositivos acessíveis. A marca ainda tem um portfólio diversificado, incluindo fones de ouvido e outros acessórios, e pode expandir sua presença em outros segmentos. A decisão de pausar temporariamente o lançamento de um novo smartphone pode ser uma estratégia para reavaliar o mercado e voltar com produtos mais competitivos em 2026.
Para a Nothing, o desafio será manter o equilíbrio entre inovação e acessibilidade. A empresa tem se destacado por sua abordagem diferenciada, combinando design atraente com especificações técnicas equilibradas. No entanto, em um cenário de alta de preços, será necessário encontrar maneiras de manter essa proposta sem comprometer a viabilidade comercial dos produtos.
Conclusão
O adiamento do lançamento de um novo smartphone de entrada pela CMF é um reflexo claro dos desafios enfrentados pelo mercado de semicondutores em 2025. A alta nos preços da memória RAM, combinada com a escassez de outros componentes, está forçando fabricantes a reavaliar suas estratégias e priorizar a viabilidade comercial de seus produtos. Para os consumidores, isso pode significar menos opções de lançamento no curto prazo, mas também uma oportunidade de encontrar produtos com melhor custo-benefício no futuro.
A CMF e a Nothing têm a oportunidade de ajustar sua estratégia e voltar com produtos mais competitivos em 2026. Enquanto isso, fabricantes e consumidores devem estar atentos às flutuações do mercado e buscar alternativas para minimizar os impactos da crise de componentes. O cenário atual é desafiador, mas também oferece lições importantes sobre a importância da resiliência e da adaptação em um mercado em constante evolução.
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